quinta-feira, 27 de setembro de 2012

FAÇA DE SEU LAR UM FOCO DE LUZ.



FAÇA DE SEU LAR UM FOCO DE LUZ.

Faça de seu lar um foco de Luz, um “portal” através do qual os Seres da Grande Fraternidade Branca poderão enviar para o nosso mundo tridimensional as Suas abençoadas energias. Para tanto, siga os seguintes passos:

1- Adote um ritmo para o seu trabalho espiritual. Se possível, diário.


2- Separe um cômodo em sua casa para esse serviço à Vida. Se não for possível, escolha um cantinho onde possa fazer, sempre, a leitura dos ensinamentos dos Seres de Luz, apelos, afirmações e irradiações, de modo a, gradativamente, magnetizá-lo. Ao fazer essa escolha, procure evitar um lugar de muito movimento ou perto de televisão.

3- Antes de iniciar o seu trabalho diário, ouça uma música suave, se possível acenda um incenso. O ambiente deve ser bem iluminado.
Nada de penumbra – os seres perfeitos gostam de Luz. Deixe que as ondas sonoras, da música que escolheu, penetrem em seus corpos inferiores (físico, etérico, mental e emocional), vibrem os seus elétrons, harmonizando-os.
A escolha da música e muito importante.
Além de lhe auxiliar na harmonização dos corpos, ela atrai os anjos da música para o seu ambiente.

4- Apele ao Arcanjo Miguel pedindo Proteção para você e para o “Foco de Luz” que está criando.
Clique no link e veja como se realiza a proteção e a sustentação de um “Foco de Luz”.
Estabelecida à proteção, o discípulo deverá permanecer vigilante, para não abrir fendas no espaço protegido, por meio da emissão de pensamentos, sentimentos, palavras e ações desarmônicas.

5- Trabalhe, com a Chama Violeta na purificação de seus corpos, na dissolução de seus carmas e de todo erro pelo qual o seu ser externo é responsável.
Use a Chama Violeta para a purificação de seu Foco de Luz

6- Faça o “Manto de Luz Branca” que o (a) tornará intangível a toda dissonância.

7- Bem harmonizado(a) e CERTO DE QUE NÃO SERÁ INTERROMPIDO, inicie o processo de interiorização e expansão de sua Força Crística. Quanto mais conectado à sua Divindade Interna, maior será o poder do seu trabalho.

Interiorizar-se é voltar-se para dentro de si mesmo, buscando a Chama Trina que habita o seu coração, a essência de Deus em você e o coração do seu Cristo Interno. Ao fazê-lo, se entregue ao comando de sua Divindade Interna. Ele é o único que conhece o seu Plano Divino e que poderá lhe conduzir pelos caminhos da Determinação de Deus. Assim, você dará partida a um processo de desenvolvimento das Virtudes Divinas, tais como Humildade, Discernimento, Perseverança, Dedicação, Poder de Concentração, Pureza de sentimentos, Amor, e uma Fé convicta de que a Lei Divina em Sua Perfeição, NUNCA FALHA.

Obs: Se não for possível realizar com segurança e tranquilidade esse processo, faça um apelo à Presença Eu Sou e passe para o item seguinte.

8- Após a interiorização você poderá fazer apelos para a humanidade e para todos os reinos que aqui evoluem.

9- A noite, antes de dormir, peça a um Mestre que lhe permita, durante o sono, frequentar as salas de aula da Grande Luz, de modo a, nos níveis internos, preparar-se para servir melhor. Peça, também que o Mestre e sua Presença Eu Sou lhe auxiliem a trazer para sua consciência externa a lembrança desses ensinamentos.

Esteja certa que você não estará sozinho(a). Os Seres de Luz auxiliam e indicam o caminho para todos os que, sinceramente, desejam servir.
Lucia Meira
Julho 2011

ALGUMAS OBSERVAÇÕES

· O discípulo deve evitar o estado de semi-sonolência, assumindo uma atitude plenamente ativa e consciente durante todo o trabalho, visualizando tudo o que for dito. É dele a responsabilidade de ancorar, no mundo da forma, a energia divina que desce em retorno aos seus apelos.

· Ensinam os Mestres da Grande Fraternidade Branca que o discípulo deverá escolher e seguir apenas um movimento ou filosofia espiritual. Assim agindo, ele se resguarda sob a cúpula protetora do caminho escolhido, não se expondo a mistura de frequências vibratórias. Cada Caminho Espiritual possui tônica e vibração que lhes são próprias. A oscilação da consciência, entre frequências diferentes, produz desequilíbrio, não havendo crescimento real em nenhuma das filosofias adotadas.

O ritmo nos trabalhos espirituais e a perseverança no caminho são indispensáveis ao crescimento espiritual, principalmente daqueles que escolheram como campo de aprendizado e forma de servir, um trabalho fundamentado em processos de irradiação de energia.

Recomenda-se vestimentas claras - nas cores do arco-íris.
Evitar: preto, cinza, vermelho e marrom.


Fonte:
http://www.fogosagrado.com/ensina83/seular.asp

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Tratado de Psicologia Revolucionária - Capítulo 05 - Acusar a Si Mesmo

Acusar a si mesmo

A Essência que cada um de nós traz em seu interior vem do alto, do Céu, das Estrelas...
Inquestionavelmente, a Essência maravilhosa provém da nota “Lá”(a Via Láctea, a galáxia em que vivemos).
La Psicologia Revolutionaria-Acusarse a Si MismoPreciosa, a Essência passa através da nota “Sol” (o Sol), a seguir pela nota “Fá” (a Zona Planetária), entra neste mundo e penetra em nosso próprio interior.
Nossos pais criaram o corpo apropriado para a recepção dessa Essência, que vem das Estrelas...
Trabalhando intensamente sobre nós mesmos e sacrificando-nos por nossos semelhantes, regressaremos vitoriosos ao seio profundo de Urânia...
Estamos vivendo neste mundo por algum motivo, para algo, por algum fator especial...
Obviamente, há em nós muitas coisas que devemos ver, estudar e compreender, se é que, na realidade, anelamos saber algo sobre nós mesmos, sobre nossa própria vida.
Trágica é a existência daquele que morre sem haver conhecido o motivo de sua vida...
Cada um de nós deve descobrir, por si mesmo, o sentido de sua própria vida, aquilo que o mantém prisioneiro no cárcere da dor...
Evidentemente, existe em cada um de nós algo que nos amarga a vida, e contra o qual necessitamos lutar firmemente...
Não é indispensável que continuemos em desgraça. É impostergável reduzir a poeira cósmica isso que nos faz tão fracos e infelizes.

De nada serve envaidecer-nos com títulos, honras, diplomas, dinheiro, inútil raciocínio subjetivo, consabidas virtudes, etc., etc., etc.
Não devemos esquecer jamais de que a hipocrisia e as tolas vaidades da falsa personalidade fazem de nós pessoas torpes, rançosas, retardatárias, reacionárias, incapazes de ver o novo...
A morte tem muitos significados, tanto positivos como negativos.  Consideremos aquela magnífica observação do Grande Kabir Jesus, o Cristo: “Que os mortos sepultem seus mortos”.
Muitas pessoas, ainda que aparentemente vivas, estão de fato mortas para toda possibilidade de trabalho sobre si mesmas, e, portanto, para qualquer transformação interior.
São pessoas engarrafadas em seus dogmas e crenças. Pessoas petrificadas nas lembranças de muitos passados. Indivíduos cheios de preconceitos ancestrais. Pessoas escravas “do que os outros vão dizer”, espantosamente tíbias, indiferentes, às vezes “sabichonas”, convencidas de estarem com a verdade porque “assim o disseram”, etc., etc., etc...
Não querem entender essas pessoas que este mundo é um “Ginásio Psicológico”, mediante o qual seria possível aniquilar essa feiura secreta que todos carregamos dentro de nós...
Se estas pobres pessoas compreendessem o estado tão lamentável em que se encontram, tremeriam de horror...
Psicologia Revolutionaria-Transformación Radical
No entanto, tais pessoas pensam sempre de si mesmas o melhor. Vangloriam-se de suas virtudes, sentem-se perfeitas, bondosas, serviçais, nobres, caridosas, inteligentes, cumpridoras de seus deveres, etc.
A vida prática como escola é formidável, mas tomá-la como um fim em si mesma é manifestamente absurdo.

Aqueles que tomam a vida em si mesma, tal como se vive diariamente, não compreenderam a necessidade de trabalhar sobre si mesmos para conseguir uma “Transformação Radical”.
Desgraçadamente, as pessoas vivem mecanicamente, nunca ouviram falar sobre o trabalho interior.
Mudar é necessário, mas as pessoas não sabem como, sofrem muito e nem sequer sabem porque sofrem...
Ter dinheiro não é tudo.  A vida de muitas pessoas ricas costuma ser verdadeiramente trágica...

sábado, 1 de setembro de 2012

Tratado de Psicologia Revolucionária - Capítulo 4 - A Essência

A Essência
Samael Aun Weor

Amor

O que faz bela toda criança recém-nascida é sua Essência; esta constitui em si mesma sua verdadeira realidade…
O normal crescimento da Essência em toda criatura é certamente muito residual, incipiente…
O corpo humano cresce e se desenvolve de acordo com as leis biológicas da espécie. Entretanto tais possibilidades resultam por si mesmas muito limitadas para a Essência.
Inquestionavelmente, a Essência só pode crescer por si mesma, sem ajuda, em pequeníssimo grau.
Falando francamente e sem rodeios, diremos que o crescimento espontâneo e natural da Essência só é possível durante os primeiros três, quatro e cinco anos de idade, isto é, na primeira etapa da vida.
As pessoas pensam que o crescimento e o desenvolvimento da Essência se realizam de forma contínua, de acordo com a mecânica da “evolução”, mas o Gnosticismo Universal ensina claramente que isto não ocorre assim.  
A fim que a Essência cresça mais, algo muito especial deve acontecer, algo novo terá de ser realizado…  
Quero referir-me de forma enfática sobre o trabalho sobre si mesmo. O desenvolvimento da Essência só é possível à base de trabalhos conscientes e padecimentos voluntários…
É necessário compreender que estes trabalhos não se referem a questões de trabalho, bancos, carpintarias, serralheria, ajuste de linhas férreas, ou assuntos de escritório. Este trabalho é para toda pessoa que desenvolveu a personalidade; trata-se de algo psicológico.
Todos nós sabemos que temos dentro de nós mesmos isso que se chama EGO, EU, MIM MESMO.
Desgraçadamente a Essência encontra-se engarrafada, enfrascada, dentro do Ego e isto é lamentável.
Dissolver o Eu Psicológico, desintegrar seus elementos indesejáveis, é urgente, inadiável, impostergável. Este é o sentimento do trabalho sobre si mesmo.
Nunca poderíamos libertar a Essência sem desintegrar previamente o Eu Psicológico.
Na Essência estão a Religião, o Buda, a Sabedoria, as partículas de dor de nosso Pai que está nos Céus, e todos os dados que nós necessitamos para a Auto-Realização Íntima do Ser.
Ninguém poderia aniquilar o Eu Psicológico sem eliminar previamente os elementos inumanos que levamos dentro de nós.
Necessitamos reduzir a cinzas a crueldade monstruosa destes tempos; a inveja, que desgraçadamente veio a converter-se na mola secreta de nossas ações, a cobiça insuportável que tornou a vida humana tão amarga; a asquerosa maledicência; a calúnia que tantas tragédias origina; as bebedeiras, a imunda luxúria que age tão mal, etc…, etc…, etc…
À medida que todas essas abominações forem sendo reduzidas a poeira cósmica, a Essência, além de emancipar-se, crescerá e se desenvolverá harmoniosamente. Inquestionavelmente, quando o Eu Psicológico morreu, resplandece em nós a Essência.
A Essência livre confere-nos beleza íntima, e de tal beleza emanam a felicidade perfeita e o verdadeiro Amor… A Essência possui múltiplos sentidos de perfeição e extraordinários poderes naturais….
Quando morremos em nós mesmos, quando dissolvemos o Eu Psicológico, gozamos dos preciosos sentidos e poderes da Essência.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tratado de Psicologia Revolucionária - Capítulo 3 - Rebeldia Psicológica

 
 
Rebeldia Psicológica
  Samael Aun Weor

Queremos recordar a nossos leitores que existe um ponto matemático dentro de nós mesmos. 

Inquestionavelmente, tal ponto jamais se encontra no passado, nem tampouco no futuro. Quem quiser descobrir esse ponto misterioso, deve buscá-lo aqui e agora, dentro de si mesmo, exatamente neste instante, nem um segundo depois, nem um segundo antes.

Os dois paus, o Vertical e o Horizontal da Santa Cruz, encontram-se neste ponto. 

Encontramo-nos pois, de instante em instante, diante de dois Caminhos: o Horizontal e o Vertical... 

É evidente que o Horizontal é muito comum: por ele andam "Vicente e toda gente", "o Sr. Raimundo e todo o mundo". 

O Caminho Vertical é diferente: é o caminho dos rebeldes inteligentes, dos Revolucionários... 

Quando alguém se recorda de si mesmo, quando trabalha sobre si mesmo, quando não se identifica com todos os problemas e sofrimentos da vida, está de fato trilhando a Senda Vertical... 

Certamente, jamais será tarefa fácil eliminar as emoções negativas, perder toda identificação com nosso próprio "trem" da vida, problemas de todo tipo, negócios, dívidas, pagamento de letras, hipotecas, telefone, água, luz, etc., etc., etc. 

Os desempregados, aqueles que por qualquer motivo perderam o emprego, o trabalho, evidentemente sofrem por falta de dinheiro, e esquecer seu caso, não se preocupar nem se identificar com seu próprio problema, resulta de fato espantosamente difícil. 

Aqueles que sofrem, aqueles que choram, aqueles que foram vítimas de alguma traição na vida, de uma ingratidão, de uma calúnia ou de alguma fraude, realmente se esquecem de si mesmos, de seu real Ser Íntimo; identificam-se completamente com sua tragédia moral... 

O trabalho sobre si mesmo é a característica fundamental do Caminho Vertical. Ninguém poderia trilhar a Senda da Grande Rebeldia se jamais trabalhasse sobre si mesmo. 

O trabalho a que estamos nos referindo é de tipo psicológico; ocupa-se de certa transformação do momento presente em que nos encontramos. 

Necessitamos aprender a viver de instante a instante... 

Por exemplo, uma pessoa que se encontra desesperada por algum problema sentimental, econômico ou político, obviamente esqueceu-se de si mesma. 

Se tal pessoa se detém por um instante, se observa a situação e trata de recordar-se de si mesma e depois se esforça por compreender o sentido de sua atitude... 

Se reflete um pouco, se pensa no fato de que tudo passa, de que a vida é ilusória, fugaz, de que a morte reduz a cinzas todas as vaidades do mundo... 

Se compreende que seu problema no fundo não é mais que "fogo de palha", um fogo fátuo que logo se apagará, verá imediatamente, com surpresa, que tudo se transformou. 

Transformar reações mecânicas é possível mediante a confrontação lógica e a Auto-Reflexão Íntima do Ser. 

É evidente que as pessoas reagem mecanicamente diante das diversas circunstâncias da vida... 

Pobres pessoas! Costumam sempre converter-se em vítimas. Sorriem quando alguém as adula, sofrem quando alguém as humilha. Insultam se são insultadas, ferem quando são feridas, nunca são livres; seus semelhantes têm o poder de levá-las da alegria à tristeza, da esperança ao desespero. 

Cada pessoa dessas que vão pelo Caminho Horizontal se parece com um instrumento musical, onde cada um de seus semelhantes toca o que bem deseja... 

Quem aprende a transformar as relações mecânicas de fato vai pelo "Caminho Vertical".
Isto representa uma mudança fundamental no "Nível do Ser", resultado extraordinário da "Rebeldia Psicológica".

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tratado de Psicologia Revolucionária - Capítulo 2 - A Escada Maravilhosa

A Escada Maravilhosa



Por Samael Aun Weor   
La Psicologia Revolutionaria-La Escalera Maravillosa Temos que anelar uma mudança verdadeira, sair desta rotina aborrecedora, desta vida meramente mecânica, cansativa...
O que devemos compreender primeiro, com toda clareza, é que cada um de nós, seja burguês ou proletário, abastado ou da classe média, rico ou miserável, encontra-se realmente em tal ou qual Nível de Ser...
O Nível de Ser do bêbado é diferente daquele do abstêmio, o da prostituta muito diferente do da donzela. Isto que estamos dizendo é irrefutável, irrebatível...
Ao chegar a esta parte de nosso capítulo, nada perderemos se imaginarmos uma escada que se estende de baixo para cima, verticalmente, com muitíssimos degraus...
Inquestionavelmente, em algum destes degraus nos encontramos. Degraus abaixo haverá pessoas piores que nós. Degraus acima estarão pessoas melhores que nós...
Nesta Vertical extraordinária, nesta escada maravilhosa, é claro que podemos encontrar todos os Níveis de Ser... Cada pessoa é diferente e isto ninguém pode refutar...
Não estamos falando de caras feias ou bonitas, nem se trata tampouco de uma questão de idade.  Há pessoas jovens e velhas, anciãos que já estão para morrer e crianças recém-nascidos...
A questão do tempo e dos anos, isso de nascer, crescer, desenvolver-se, casar-se, reproduzir-se, envelhecer e morrer, é exclusivo da Horizontal... Psicologia Revolutionaria-Aspiration Vertical
Na “Escada Maravilhosa”, na Vertical, o conceito de tempo não cabe. Nos degraus de tal escala, só podemos encontrar “Níveis de Ser”...
A esperança mecânica das pessoas não serve para nada.  Acreditam que, com o tempo, as coisas serão melhores.  Assim pensavam nossos avós e bisavós. Os fatos vieram a demonstrar justamente o contrário...
O “Nível de Ser” é o que conta, e isto é Vertical. Encontramo-nos em um degrau, mas podemos subir a outro degrau...
A “Escada Maravilhosa” de que estamos falando, e que se refere aos distintos “Níveis de Ser”, certamente nada tem a ver com o tempo linear...
Um “Nível de Ser” mais alto está imediatamente acima de nós de instante em instante...
Não está em nenhum remoto futuro horizontal, mas aqui e agora, dentro de nós mesmos, na Vertical...
É evidente, e qualquer um pode compreender, que as duas linhas, Horizontal e Vertical, se encontram a cada momento em nosso interior psicológico e formam Cruz...
A personalidade manifesta-se e desenvolve-se na linha Horizontal da vida. Nasce e morre dentro de seu tempo linear, é perecedora. Não existe nenhum amanhã para a personalidade do morto. Não é o Ser...
Psicologia Revolutionaria-Vertical
Os Níveis do Ser, o Ser mesmo, não são do tempo, nada têm a ver com a linha Horizontal. Encontram-se dentro de nós mesmos, agora, na Vertical...
Seria evidentemente absurdo buscar nosso próprio Ser fora de nós mesmos...
Podemos assentar como corolário o seguinte: títulos, graus, ascensões, etc., no mundo físico exterior, de modo algum poderiam originar exaltação autêntica, revalorização do Ser, passagem a um degrau superior nos “Níveis do Ser”.





terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tratado de Psicologia Revolucionária - Capítulo 1 - O nível do Ser

O nível do Ser







Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Para que vivemos? Por que vivemos?...

Inquestionavelmente, o pobre “Animal Intelectual”, equivocadamente chamado homem, não só não sabe como, além disso, nem sequer sabe que não sabe...

O pior de tudo é a situação tão difícil e tão estranha em que nos encontramos: ignoramos o segredo de todas as nossas tragédias e, no entanto, estamos convencidos de que sabemos tudo...

Leve um “Mamífero Racional”, uma dessas pessoas que se presume influente na vida, ao centro do deserto do Saara. Deixe-o ali, longe de qualquer oásis, e observe de uma aeronave tudo o que acontece...
Os fatos falarão por si mesmos. O “Humanoide Intelectual”, ainda que se julgue forte e se ache muito homem, no fundo é espantosamente frágil...

O “Animal Racional” é cem por cento tolo. Pensa o melhor de si mesmo. Acredita que pode desenvolver-se maravilhosamente através do jardim de infância, dos manuais de etiqueta social, das escolas primária e secundária, da universidade, do prestígio do papai, etc., etc., etc...

Infelizmente, por trás de tantas letras e etiqueta, títulos e dinheiro, bem sabemos que qualquer dor de estômago nos entristece, e que no fundo continuamos sendo infelizes e miseráveis...

Basta ler a História Universal para saber que somos os mesmos bárbaros de outrora, e que, em vez de melhorar, nos tornamos piores.

Este século XX, com toda sua espetaculosidade, guerras, prostituição, sodomia em escala mundial, degeneração sexual, drogas, álcool, crueldade exorbitante, perversidade extrema, monstruosidade, etc., etc., etc., é o espelho no qual devemos nos olhar. Não existe, pois, razão suficiente para nos vangloriarmos de haver chegado a uma etapa superior de desenvolvimento...

Pensar que o tempo significa progresso é absurdo. Desgraçadamente, os “ignorantes ilustrados” continuam engarrafados no “Dogma da Evolução”...

Em todas as páginas negras da “Negra História” encontramos sempre as mesmas horrorosas crueldades, ambições, guerras, etc.

Contudo, nossos contemporâneos “supercivilizados” ainda estão convencidos de que isso de guerra é algo secundário, um acidente passageiro que nada tem a ver com sua tão cacarejada “Civilização Moderna”.

Certamente o que importa é a maneira de ser de cada pessoa: alguns serão bêbados, outros abstêmios, aqueles honrados e estes sem-vergonha. Há de tudo na vida...

A massa é a soma dos indivíduos. O que é o indivíduo é a massa, é o governo, etc... 

A massa é, pois, a extensão do indivíduo. Não é possível a transformação das massas, dos povos, se o indivíduo, se cada pessoa, não se transforma...

Ninguém pode negar que existem distintos níveis sociais. Há gente de igreja e de prostíbulo, do comércio e do campo, etc...

Assim, existem também diferentes Níveis de Ser.  O que somos internamente, esplêndidos ou mesquinhos, generosos ou tacanhos, violentos ou tranquilos, castos ou luxuriosos, atrai as diversas circunstâncias da vida...

Um luxurioso atrairá sempre cenas, dramas e até tragédias de lascívia, nas quais se verá envolvido...

Um bêbado atrairá outros bêbados, e se verá sempre em bares e botequins, isso é óbvio.

O que atrairá o usurário? O egoísta? Quantos problemas? Prisões? Desgraças? 

Entretanto, as pessoas amarguradas, cansadas de sofrer, têm ânsia de mudar, virar a página de sua história...
Pobres pessoas! Querem mudar e não sabem como. Não conhecem o procedimento, estão em um beco sem saída...
O que lhes aconteceu ontem lhes acontece hoje e lhes acontecerá amanhã. Repetem sempre os mesmos erros e não aprendem as lições da vida, nem a tiros de canhão.
Todas as coisas se repetem em sua vida. Dizem as mesmas coisas, fazem as mesmas coisas, lamentam as mesmas coisas...

Esta repetição aborrecedora de dramas, comédias e tragédias continuará enquanto carreguemos em nosso interior os elementos indesejáveis da Ira, Cobiça, Luxúria, Inveja, Orgulho, Preguiça, Gula, etc., etc., etc...
Qual é o nosso nível moral? Ou, melhor diríamos: qual é nosso Nível de Ser? 

Enquanto o Nível de Ser não mudar radicalmente, continuará a repetição de todas as nossas misérias, dramas, desgraças e infortúnios...

Todas as coisas, todas as circunstâncias que acontecem fora de nós, no cenário deste mundo, são exclusivamente o reflexo do que interiormente levamos.

Com justa razão podemos asseverar solenemente que “o exterior é o reflexo do interior”.

Quando alguém muda interiormente e tal mudança é radical, o exterior, as circunstâncias, a vida, 
transformam-se também. 
 
Estive observando recentemente (1974) um grupo de pessoas que invadiu um terreno alheio.  Aqui no México, tais pessoas recebem o curioso qualificativo de “paraquedistas”.

São vizinhos da colônia campestre de Churubusco, estão muito perto de minha casa, motivo pelo qual pude estudá-los de perto...

Ser pobre jamais será um delito, mas o grave não está nisso, mas em seu Nível de Ser...

Diariamente, brigam entre si, embebedam-se, insultam-se mutuamente, convertem-se em assassinos de seus próprios companheiros de infortúnio. Vivem, certamente, em imundos casebres, dentro dos quais em vez do amor reina o ódio...

Muitas vezes pensei que, se qualquer desses sujeitos eliminasse de seu interior o ódio, a ira, a luxúria, a embriaguez, a maledicência, a crueldade, o egoísmo, a calúnia, a inveja, o amor próprio, o orgulho, etc., etc., etc., agradaria a outras pessoas e se associaria, pela simples ação da Lei de Afinidades Psicológicas, com pessoas mais refinadas, mais espiritualizadas. Essas novas relações seriam definitivas para uma mudança econômica e social...

Seria esse o sistema que permitiria a tal pessoa abandonar o “chiqueiro”, a “cloaca” imunda...

Assim, se realmente queremos uma mudança radical, o que devemos compreender primeiro é que cada um de nós (branco ou negro, amarelo ou vermelho, ignorante ou culto, etc.) está em tal ou qual “Nível de Ser”.
Qual é o nosso Nível de Ser?  Haveis refletido alguma vez sobre isso?  Não seria possível passar a outro nível se ignoramos o estado em que nos encontramos.