sábado, 1 de setembro de 2012

Tratado de Psicologia Revolucionária - Capítulo 4 - A Essência

A Essência
Samael Aun Weor

Amor

O que faz bela toda criança recém-nascida é sua Essência; esta constitui em si mesma sua verdadeira realidade…
O normal crescimento da Essência em toda criatura é certamente muito residual, incipiente…
O corpo humano cresce e se desenvolve de acordo com as leis biológicas da espécie. Entretanto tais possibilidades resultam por si mesmas muito limitadas para a Essência.
Inquestionavelmente, a Essência só pode crescer por si mesma, sem ajuda, em pequeníssimo grau.
Falando francamente e sem rodeios, diremos que o crescimento espontâneo e natural da Essência só é possível durante os primeiros três, quatro e cinco anos de idade, isto é, na primeira etapa da vida.
As pessoas pensam que o crescimento e o desenvolvimento da Essência se realizam de forma contínua, de acordo com a mecânica da “evolução”, mas o Gnosticismo Universal ensina claramente que isto não ocorre assim.  
A fim que a Essência cresça mais, algo muito especial deve acontecer, algo novo terá de ser realizado…  
Quero referir-me de forma enfática sobre o trabalho sobre si mesmo. O desenvolvimento da Essência só é possível à base de trabalhos conscientes e padecimentos voluntários…
É necessário compreender que estes trabalhos não se referem a questões de trabalho, bancos, carpintarias, serralheria, ajuste de linhas férreas, ou assuntos de escritório. Este trabalho é para toda pessoa que desenvolveu a personalidade; trata-se de algo psicológico.
Todos nós sabemos que temos dentro de nós mesmos isso que se chama EGO, EU, MIM MESMO.
Desgraçadamente a Essência encontra-se engarrafada, enfrascada, dentro do Ego e isto é lamentável.
Dissolver o Eu Psicológico, desintegrar seus elementos indesejáveis, é urgente, inadiável, impostergável. Este é o sentimento do trabalho sobre si mesmo.
Nunca poderíamos libertar a Essência sem desintegrar previamente o Eu Psicológico.
Na Essência estão a Religião, o Buda, a Sabedoria, as partículas de dor de nosso Pai que está nos Céus, e todos os dados que nós necessitamos para a Auto-Realização Íntima do Ser.
Ninguém poderia aniquilar o Eu Psicológico sem eliminar previamente os elementos inumanos que levamos dentro de nós.
Necessitamos reduzir a cinzas a crueldade monstruosa destes tempos; a inveja, que desgraçadamente veio a converter-se na mola secreta de nossas ações, a cobiça insuportável que tornou a vida humana tão amarga; a asquerosa maledicência; a calúnia que tantas tragédias origina; as bebedeiras, a imunda luxúria que age tão mal, etc…, etc…, etc…
À medida que todas essas abominações forem sendo reduzidas a poeira cósmica, a Essência, além de emancipar-se, crescerá e se desenvolverá harmoniosamente. Inquestionavelmente, quando o Eu Psicológico morreu, resplandece em nós a Essência.
A Essência livre confere-nos beleza íntima, e de tal beleza emanam a felicidade perfeita e o verdadeiro Amor… A Essência possui múltiplos sentidos de perfeição e extraordinários poderes naturais….
Quando morremos em nós mesmos, quando dissolvemos o Eu Psicológico, gozamos dos preciosos sentidos e poderes da Essência.

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